quarta-feira, 15 de setembro de 2010

In my heart

Não tenha medo, pare de chorar. 
Me dê a mão, venha cá. Vou protegê-lo de todo o mal... Não há razão pra chorar. 
(Tarzan - Soundtrack)


Era difícil mantê-la calada e no escuro praticamente todos os dias. De vez em quando ela se rebelava e todos notavam e reclamavam do seu mau comportamento. Eu tentava controlá-la sempre, mas era uma missão trabalhosa, será que não entendiam? Mas as pessoas estavam certas, porque, de repente, como se já estivesse sido reprimida por tempo suficiente, ela reaparecia com toda sua fúria e descontava tudo em mim. E eu descontava nos outros. Uma droga.

Ah, o nome dela? É a dor. Alguns a chamam de solidão, e às vezes de desesperança. Mas não há porque se preocupar. Não vou deixar que ela tome conta de mim tão facilmente, não mesmo. Posso ser medrosa, e às vezes - quando ela vem - egoísta e impaciente. Mas tem uma coisa em mim que sei que fala mais alto do que qualquer sentimento obscuro que essa pedra no caminho possa me trazer: é a Fé, uma velha amiga minha.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Algumas (boas) sensações

Cheirinho de braço depois do banho
Cheiro de hipoglós
Cheiro de chuva
Cheiro de pipoca
Cabeça afundando no travesseiro
Lua muito cheia
Chorar num filme bonito
Abraço apertado e com calor
Barulho de mar
Ouvir uma música boa até enjoar
Vozes cantando nos shows do RBD
Relembrar coisas boas
Horas iguais com significados legais
Simpatia de desconhecidos
Amigos juntos
Loucuras na rua
Ler um texto legal
Comer comida japonesa com teriaki
Fazer um ataque bonito no vollei
Beber suco bem gelado
Aprender algo novo

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Querido John


- Tem algo que preciso te contar. Depois de ser atingido, quer saber qual foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça? Eu tinha oito anos. E estava na fábrica de moedas, aprendendo como elas eram moldadas e lapidadas (...). Me dei conta de que a mesma coisa havia acontecido comigo. Eu tinha sido cuidadosamente moldado e lapidado no exército (...). Mas quer saber qual foi a última coisa que passou pela minha cabeça, antes de eu apagar de vez? Você."

Sempre ao seu lado


"Quando volta para casa, depois de um dia de trabalho, o professor universitário Parker encontra um frágil filhote de akita na plataforma de passageiros da estação de trem que costuma usar. Ao saber que o pequeno cachorro ficará lá por toda a noite, sem qualquer cuidado, Parker decide levá-lo para casa, e dá ao novo amigo o nome de Hachiko. A ligação entre os dois é imediata (...)

Fiel, o cachorro sai todo dia com o dono, que vai trabalhar, o acompanhando até a estação de trem, e voltando no fim da tarde para buscá-lo. E essa rotina se repete inúmeras vezes, até que, um dia, o dono do akita não aparece no trem que costumava vir. Mesmo com a ausência de Parker, seja na estação, seja em sua casa, Hachiko segue sua rotina diária de aguardá-lo no mesmo local, no fim da tarde, na esperança de que um dia seu amigo volte.

Baseado em uma história real, Sempre ao Seu Lado é protagonizado e produzido pelo ator Richard Gere. O verdadeiro Hachiko (cachorro) viveu no começo do século XX, no Japão. Depois da morte de seu dono, um professor da universidade de Tóquio, o akita continuou a aguardá-lo na estação de trem por mais de dez anos. A história se tornou tão notória no país, que o cachorro virou herói nacional."

sábado, 4 de setembro de 2010

To Sir, with love

- É bem assustador aquilo que ele disse sobre a verdade, não é? (Pamela Dare)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mas

pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião.
E disso os loucos sabem. (Charlie Brown Jr.)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rascunhos - Parte I

Ele me beijava com todo seu ardor e envolvimento. Seus braços formavam arcos mágicos que me aqueciam e enfeitiçavam. Todo seu cuidado era necessário para que eu me sentisse segura, viva. Feliz. Mas de repente, tudo mudava... "Que droga, de novo não!", e desapareceu. Era como se aquilo já tivesse acontecido antes, toda aquela paixão e toda a dor que ela levava consigo quando resolvia partir sem pudor. Mas por que eu não conseguia me lembrar direito?

Abri os olhos. Ufa. Era evidente que concentração era uma coisa que eu já havia perdido há algum tempo.